quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

BBB 8 - nada de novo , muito do mesmo e muito mal gosto


O programa Big Brother Brasil que comecou a ter a sua oitava edição veiculada pela Rede Globo de Televisão esta semana repete a fórmula mais do mesmo , junta numa casa durante largo período 14 pseudo-desconhecidos para não fazer nada além de desenvolver intrigas entre si e exercitar o máximo da futilidade humana.
Digo "pseudo-desconhecidos" visto que quase todos já participaram ou se relacionaram com pessoas e/ou programas da emissora ou do mundo dos famosos.As chamadas "provas" pelos quais os participantes são submetidos levam os atributos físicos , a disputa , a falta de companheirismo,enfim:cada um ali é adversário do outro e o fim é ganhar a grana.
A participação de indicados pelo público como em algumas das versões anteriores foi abolida , afinal ficou claro o critério de simpatia do telespectador para com esses , eles pareciam mais um ser humano normal e não os esteriótipos selecionados pela emissora.
Em tempos de luta pela democratização dos meios de comunicação , disputa por parcelas do público com o evidente crescimento da Rede Record,hoje segunda colocada na audiência nacional,fruto da cooptação de artistas globais, mudanças de formatos e bons seriados,o BBB da Globo pode até dar audiência mas é uma bola fora no quesito originalidade e qualidade.
Como cita recorrentemente o colunista José Simão do Jornal Folha de São Paulo:"É um monte de gente que não tem o que fazer assistindo as pessoas fazerem nada."

2 comentários:

Edson disse...

Em se falando da Record...

O Portal Vermelho divulgou hoje, com o tema "Rodrigo Viana: 'TV na Venezuela é mais plural que no Brasil', a entrevista de Paulo Henrique Amorim com Rodrigo Viana, repórter especial da Rede Record que fez uma série de reportagens sobre a Venezuela.

Segundo o repórter, as emissoras venezuelanas se dividem em dois blocos: as redes de TV privadas, que fazem oposição cerrada ao presidente Chavéz e as redes de TV públicas, que apóiam o governo. Ainda segundo ele, em cada um dos blocos não existem espaços para os seus opositores. Argumentando que os telespectadores venezuelanos têm a sua disposição os dois pontos de vista, mesmo que extremos; que a esquerda tem espaço para difundir o socialismo, através das emissoras públicas; e, comparando com a realidade brasileira, onde a mídia é monopolizada por grupos conservadores, que se escondem atrás de um manto de "imparcialidade" para justificar os seus pontos de vista Rodrigo Viana afirma que a TV venezuelana é mais plural que a brasileira.

No entanto, acredito que, a democratização dos meios de comunicação, seja no Brasil ou em qualquer lugar do mundo, não passa necesseriamente pela exposição pragmática das idéias de dois ou mais grupos antagônicos. Pelo contrário, passa pela necessidade de um controle social maior na grade de programação das emissores e, principalmente, que essas emissoras, que detêm uma cocessão pública, tenham como principio fundador a difusão da cultura, da arte, da educação etc, considerando as diversas manifestações e a real pluralidade no seio da sociedade.

Talvez se este controle social funcionasse no Brasil, não teriamos no horário nobre, na grade da maior emissora nacional, programas como o Big Brother Brasil ou novelas que retratam um Brasil surreal, onde pretos e podres são coadjuvantes de um estilo de vida pautado pela burguesia.

Edson Tenório

Eu, disse...

E nesta edição ainda tem um psiquiatra...