segunda-feira, 9 de março de 2009

CINEMA : MILK


Sean Penn merecia o Oscar de melhor ator.Milk é um filme que embora não apresente nada de novo e surpreendente é agradável e empolga.O faz nos sentido de mostrar a possibilidade de mobilização de minorias e do rompimento com o individualismo,mesmo nos Estados Unidos,por ativistas gays.

Acabamos por nos envolver na mutação de um Harvey Milk que muda de visual para tornar-se mais palatável dos eleitores, que torna mais suave o discurso, mas não abre mão de se afirmar como homosexual e como representante destes.

Bacana , a película cumpre um papel e mostra a importância da mobilização e do rompimento com o individualismo característico do American way of life.

CINEMA: WATCHMEN


Assisti as 2 horas e quarenta minutos de Watchmen o sábado passado.Foi algo curioso: em primeiro lugar a larga parcela de público presente a sala que parecia estar no local errado, surpreendia-se com o tipo de filme,como se tivessem ido em busca de algo mais suave,menos violento e complexo(embora não seja lá dessa complexidade toda...);em segundo lugar por ver algo que li há mais de 10 anos´...é uma sensação estranha, um tremendo deja vu.

Gostei de parte do que vi,isso me parece comum em adaptações de algo visto ou lido,você aprecia uma parte e outra parte lhe faz torcer o rosto , achar estranho...como se algo tivesse fora do lugar.Ponto para a trilha sonora excelente , a ótima adaptação do Dr. Manhattan para telona e do Comediante , perfeito.

Rorschach é um caso a parte , funciona como um fio condutor do filme e dos quadrinhos.Dá uma sensação gsotosa vê-lo na telona.A escolha do ator é ótima e o seu papel é cumprido a risca em relação aos gibis.O fim decepciona...mas eu achei que valeu a pena ter visto.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

CINEMA: QUARENTENA , ruim de doer.


Quando um suposto filme de terror lhe faz rir pode ter absoluta certeza que algo está errado.Se propondo um remake do filme [REC] de 2007 , o filme QUARENTENA que assisti na semana passada é muito ruim.Com a interpretação fraquíssima do elenco no geral , uma história que não é mais superficial por falta de espaço e um final pra lá de previsível o filme deve figurar no quesito "passe longe" de qualquer um que curta cinema.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

blog do Laerte Coutinho


Cresci admirando os desenhos do Laerte nas clássicas publicações da Editora Circo ( Chiclete com Banana,Piratas doTietê...) e foi um prazer reencontrar sua obra atualizada no seu blog http://manualdominotauro.blogspot.com , fiquei com um gosto de nostalgia . O trabalho de Laerte continua muito bacana , com desenhos pra lá de legais. Tive oportunidade de ver algumas páginas que seu filho vem desenhando para um livro a ser publicado neste ano , não deve nada ao pai em qualidade.

Visitem , vale a pena.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Pensamento.


"Odeio os indiferentes. (…) Quem verdadeiramente vive não pode deixar de ser cidadão e partidário. Indiferença é abulia, parasitismo, covardia, não é vida. (…) A indiferença atua poderosamente na história. (…) É a fatalidade; é aquilo com que não se pode contar; (…) é a matéria bruta que se revolta contra a inteligência e a sufoca."


(Antonio Gramsci, 1917, teórico marxista)

domingo, 11 de janeiro de 2009

GAZA: Perguntas e respostas.



Por Emir Sader


1) A questão de fundo dos conflitos na Palestina é o veto dos EUA e a oposição militar de Israel contra a resolução da ONU do direito de existência de um Estado de Israel e de um Estado Palestino. O Estado israelense existe, porém os EUA – com seu veto no Conselho de Segurança – e Israel, com a ocupação dos territórios palestinos, impedem que a resolução da ONU seja posta em prática – única solução justa e com possibilidade de promover uma paz duradoura na região.

2) Nas eleições mais democráticas de toda a região - conforme atestado da própria Fundação Carter – o Hamas foi eleito. As potências ocidentais promoveram o boicote, junto com Israel, desconhecendo a vontade expressa dos palestinos. Essa é a raiz mais imediata dos conflitos atuais.

3) Se o Hamas é considerado uma organização terrorista e nunca invadiu territórios israelenses, como deve ser considerado o Exército de ocupação israelense?

4) A teoria das “guerras humanitárias” da Otan, formulada por Tony Blair, promoveu o bombardeio e a intervenção na Iugoslávia, acusada de promover uma limpeza étnica. Não se aplica a mesmíssima teoria a Israel?

5) O que se deve fazer para que Israel pare a “carnificina” – a expressão é do Lula – em Gaza?

6) A ruptura da trégua não foi feita pelo Hamas, mas por Israel, que em novembro matou a 6 dirigentes da organização.

7) O presidente da União Européia, presidente da República Checa, disse que “a ação de Israel é defensiva” (sic). Argumento similar utiliza a corrente revisionista da história alemã, que alega que os campos de concentração do nazismo foram uma ação preventiva (sic) em relação à repressão bolchevique na URSS.

8) A tese central do sionismo é a de que Israel é um povo escolhido, segundo sua interpretação dos textos religiosos. Ela vem de muito antes do nazismo. Daí que o holocausto sofrido na Alemanha não poderia ser comparado com nada. Isto é, o sofrimento alheio, inclusive o perpetrado por eles, nunca é igual ao deles. Têm em comum com os EUA a tese de que seria um poço predestinado para resgatar a humanidade da barbárie, impondo-lhe seu sistema político, fundado supostamente na liberdade.

9) Israel justifica o bombardeio indiscriminado de todos os lugares de Gaza, porque em qualquer lugar, segundo eles, - nas mesquitas, nas escolas, nos hospitais, etc. – poderiam estar escondidas bombas e militantes do Hamas. A Universidade atacada seria antro de professores e estudantes do Hamas. Atacam tudo com a mesma visão norte-americana no Vietnã: haveria que tirar a água (o povo) do peixe (os militantes). Assim buscaram destruir o Vietnã inteiro, com bombas napalm e bombas terrestres, que até hoje os vietnamitas ainda estão retirando.

10) Corre por ai um argumento envergonhado de defender a carnificina israelense, perguntando o que faria o Brasil se um país fronteiriço – alguns se atrevem a mencionar o Uruguai – ameaçasse a existência do Brasil, sugerindo que deveríamos fazer com nosso vizinho do sul o que Israel faz com os palestinos em Gaze: uma guerra de extermínio. Em primeiro lugar, o Brasil não ocupa nenhum outro país e se algum governo aventureiro tentasse fazê-lo, não teria nenhuma possibilidade de conseguir o consenso interno que Israel obtêm para fazer a guerra contra os palestinos, há forças democráticas internas que impediriam. Foi preciso uma feroz ditadura militar para poder mandar tropas para a República Dominicana, junto com as dos EUA, para afogar um movimento democrático naquele país. Em segundo lugar, o Uruguai, país de muito longa tradição democrática, nunca significaria riscos de extinção para o Brasil, nem nenhum outro vizinho.É um sofisma esse argumento, da mesma forma que o do Obama visitando Israel na campanha eleitoral, quando disse que se ameaçassem suas filhas dormindo na sua casa, se permitiria qualquer ato de agressão para defendê-las. Seu silêncio atual demonstra como as filhas de israelenses são privilegiadas em relação às dos palestinos, que ocupam diariamente a imprensa, feridas, aterrorizadas ou nas morgues, esperando lugar para serem enterradas. Quem hoje não se indigna diante do massacre israelense e se refugia no silencia ou em sofismas, perdeu a humanidade há muito tempo.

11) Pode-se fazer tudo com os mísseis, menos sentar em cima deles (para adaptar a fórmula clássica à época dos mísseis, antes eram baionetas). Isto é, uma vitória militar pode ser perdida politicamente por Israel. No Vietnã também a proporção era de uma vítima norte-americana por 10 ou 100 vietnamitas (lá também se matava indiscriminadamente e se dizia que eram guerrilheiros; todo morto virava guerrilheiro). Em algum momento se terá que estabelecer um novo acordo político e que acordo Israel acredita possível com o ódio que gera a carnificina que está produzindo e com o repúdio da opinião pública internacional?

12) Nenhum povo do mundo que oprime um outro, poderá viver em paz. Israel nunca terá paz, antes dos palestinos terem o mesmo direito deles – possuir um Estado soberano.

13) Mais do que nunca os judeus de esquerda, progressistas ou simplesmente pacificas, os que não estão de acordo com o massacre de Israel contra o povo de Gaza, tem que se manifestar, para que não se generalize a justa condenação de Israel e do sionismo, com a totalidade dos judeus.

14) Eu não tenho raízes islâmicas, apesar do meu nome. Sou filho de libaneses maronitas/católicos. Minha identificação com os palestinos hoje é a mesma que tive – como tantos – com os vietnamitas. Hoje, SOMOS TODOS PALESTINOS.

Nelson Pereira de Carvalho reassume mandato na Asembleia Legislativa.


Em cerimonia na última segunda(5)no plenarinho do sexto andar, o Deputado Estadual Nelson Pereira de Carvalho(PCdoB) reassumiu seu mandato na Assembleia Legislativa de Pernambuco se exonerando da titularidade da Secretaria Especial dos Esportes do Governo do Estado.

Nelson é odontólogo , ex-prefeito de Mirandiba e Deputado Estadual de dois mandatos , sua volta a Alepe significa a primeira experiência do PCdoB de ter 2 mandatos na casa , constituindo a primeira bancada da história da legenda.

O parlamentar atuará dando prioridade ao Sertão do Estado e cidades da Região Metropolitana, como Jaboatão dos Guararapes.