quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

BBB 8 - nada de novo , muito do mesmo e muito mal gosto


O programa Big Brother Brasil que comecou a ter a sua oitava edição veiculada pela Rede Globo de Televisão esta semana repete a fórmula mais do mesmo , junta numa casa durante largo período 14 pseudo-desconhecidos para não fazer nada além de desenvolver intrigas entre si e exercitar o máximo da futilidade humana.
Digo "pseudo-desconhecidos" visto que quase todos já participaram ou se relacionaram com pessoas e/ou programas da emissora ou do mundo dos famosos.As chamadas "provas" pelos quais os participantes são submetidos levam os atributos físicos , a disputa , a falta de companheirismo,enfim:cada um ali é adversário do outro e o fim é ganhar a grana.
A participação de indicados pelo público como em algumas das versões anteriores foi abolida , afinal ficou claro o critério de simpatia do telespectador para com esses , eles pareciam mais um ser humano normal e não os esteriótipos selecionados pela emissora.
Em tempos de luta pela democratização dos meios de comunicação , disputa por parcelas do público com o evidente crescimento da Rede Record,hoje segunda colocada na audiência nacional,fruto da cooptação de artistas globais, mudanças de formatos e bons seriados,o BBB da Globo pode até dar audiência mas é uma bola fora no quesito originalidade e qualidade.
Como cita recorrentemente o colunista José Simão do Jornal Folha de São Paulo:"É um monte de gente que não tem o que fazer assistindo as pessoas fazerem nada."

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

No mundo dos blogs reencontramos bons amigos.

Registro aqui minha animação com os acessos dos amigos e amigas no nosso recém-criado Blog MANIFESTO , agradeço as postagens de Luís Machado , Edson Tenório , Severino Bezerra , Alexandre Homero , Joyce , Patty , Leide e Anísio Filho ,estas tem sido um grande estímulo para continuarmos.
A missão de escrever faz parte de um prazer de compartilhar e comentar visões sobre o nosso mundo,mundo conturbado e complexo , entremeado por guerras , disputas terriotriais , religiosas e muita violência mas também por grandes avanços na medicina,nas ciências , demonstrações de solidariedade , organização , luta e amizade em todas as partes do mundo.
2008 promete , é o ano das eleições municipais , de boas estréias no cinema , da eleição nos Estados Unidos , de boas publicações no mercado editorial brasileiro.2008 é o ano da disputa pela informação , da luta por um sistema de mídia mais democrático a qual a recém-criada TV BRASIL faz parte , assim como as iniciativas para descriminalizar as rádios comunitárias.
Quero aqui destacar a minha alegria de receber o comentário do professor Bráulio Wanderley , grande amigo e também um blogueiro que muito me animou em sua postagem.Seu blog HISTÓRIA VERMELHA (http://www.historiavermelha.blogspot.com/) é de muito bom gosto , debate temas importantes e é carregado da emoção e opiniões firmes que o Bráulio sempre teve.
Embora hoje em organizações diferentes (eu no PCdoB e ele no PT) isso nunca abalou nossa amizade nem admiração mútua.Dêem uma olhado no seu blog , vale a pena.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

A oposição ao Governo Lula no Congresso defende o lucro dos bancos

Segundo diversas reportagens na mídia de ontem o DEM e o PSDB estão numa sinuca de bico:aceitar ou não a alcunha de defensores dos banqueiros, já que acabam por defendê-los na posição que tomaram frente ao pacote de 1 de janeiro do Governo Lula?
Seguem reportagens sobre o tema:

Jucá desafia oposição a defender lucro dos banqueiros

"A oposição tem toda legitimidade de defender os lucros dos bancos", comentou 0o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), nesta segunda-feira (7). Jucá comentava o aumento da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL), paga pelos bancos, para compensar parte da perda de R$ 40 bilhões causada pelo fim da CPMF. "A oposição vai chiar porque quer visibilidade política", agregou.
"A oposição tem toda legitimidade de defender os lucros dos bancos. Qualquer partido que queira defender o lucro dos banqueiros, nós viremos para a discussão. O governo entendeu que esse era o melhor caminho (aumento na CSLL e no IOF), oneraria menos os setores da economia e fez a proposta. Se a oposição tem outra proposta para apresentar, ótimo, vamos discutir a proposta da oposição também", afirmou.
"Pequeno ajuste necessário"
Ele garantiu que o governo terá os 41 votos necessários para aprovar a matéria no plenário do Senado. Um mês atraso, a base governista não reuniu mais que 45 dos 49 votos necessários para prorrogar a vigência da CPMF.
Para o líder fo governo, a decisão do Ececutivo "foi um pequeno ajuste necessário" no IOF e na CSLL, que, acredita, não representará grandes prejuízos aos trabalhadores. Jucá explicou que, com relação ao ajuste do IOF, houve somente uma transferência da cobrança da CPMF para este imposto, mas com isenção da cobrança sobre algumas operações que atingem diretamente a sociedade, como a poupança e o financiamento habitacional.
Jucá admitiu quebra do compromisso de não aumentar impostos para compensar a CPMF, mas apenas no tributo que incide sobre os bancos. "Houve sim uma quebra de acordo, mas apenas com relação à CSLL, porém o aumento vai recair somente sobre o lucro dos bancos, um dos segmentos que mais têm sido beneficiados economicamente", argumentou.
Nos demais aspectos, não houve queda de acordo, frisou o líder do governo. "No orçamento não houve, no IOF, na CPMF não houve. O governo não criou imposto novo, viveu uma conjuntura nova e resolveu antecipar algumas medidas que seriam tomadas em fevereiro", acrescentou.
Ponto débil do discurso oposicionista
"A oposição tem de entender que acabamos o ano com um déficit de R$ 40 bilhões (com o fim da CPMF). O governo tinha duas alternativas: esperar até fevereiro para tomar alguma medida ou tomar logo. O presidente Lula entendeu que esperar para um déficit de R$ 40 bilhões não seria salutar para a leitura da economia brasileira", disse Jucá.
"O governo está disposto a conversar e a negociar com os partidos de oposição", reiterou Jucá. As alternativas buscadas pelo governo para cobrir o rombo causado pelo fim da CPMF, onerando os altamente lucrativos bancos e operações financeiras, criam dificuldade para a oposição sensibilizar a opinião pública com sua bandeira contrária a qualquer aumento de impostos.
No Café com o Presidente desta segunda-feira (7), o o presidente Luiz Inácio Lula da Silva explorou esse ponto débil do discurso oposicionista. Segundo afirmou Lulaem seu programa semanal de rádio, "os banqueiros não reclamaram" do aumento do imposto sobre o seu lucro líquido "porque os bancos tiveram muito lucro nesses últimos anos" e agora "vão poder pagar um pouco mais".
Da redação do http://www.vermelho.org.br/ , com agências.


7 DE JANEIRO DE 2008 - Editorial do Portal Vermelho
Ousará a oposição defender os lucros dos banqueiros?

Colocado em apuros fiscais com a derrubada da CPMF, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva elevou dois impostos: um incide sobre o lucro dos bancos (a CSLL) e o outro sobre as operações financeiras (IOF). A medida deve cobrir apenas R$ 10 bilhões, um quarto do buraco deixado pelo imposto do cheque. Lula falou em ''cortar na veia'', nas despesas públicas, para economizar outros R$ 20 bilhões. E espera que a aceleração do crescimento cubra os R$ 10 bi restantes.
Cumpre começar pelo registro de que o presidente não deu ouvidos ao coro oposicionista-midiático que, depois de derrubar o imposto do cheque, pressionava por cortes nas contas da Previdência Social, congelamento do salário mínimo e outros azedos remédios do receituário neoliberal. Optou, ao contrário, pelo aumento de tributos que recaem sobre a cúpula da pirâmide salarial, com destaque para a casta dos banqueiros.
''Os bancos tiveram muito lucro nesses últimos anos'', justificou o presidente nesta segunda-feira (7). Agora ''vão poder pagar um pouco mais''.
A oposição fica agora em um dilema: se mantiver o discurso de aumento de impostos jamais, como parece ser a tendência, aparecerá no impopularíssimo papel de guardiã dos lucros dos banqueiros. Foi o que fez notar o líder do governo no senado, Romero Jucá (PMDB-RR), quando disse com ironia que ''a oposição tem toda legitimidade de defender os lucros dos bancos''.
Até agora, o coro oposicionista-midiático dribla a saia-justa partindo do pressuposto de que os bancos simplesmente repassarão a conta do aumento para a sua clientela. É duvidoso que isso venha a ocorrer; embora altamente concentrado, o mundo dos banqueiros compreende também a concorrência entre eles. Isso cria um considerável obstáculo para o repasse, a não ser que os banqueiros montem um esquema de cartel.
Apesar de seus méritos, a resposta improvisada para uma situação imprevista evidentemente está longe de responder aos problemas de fundo que só uma reforma tributária poderia enfrentar. E há ceticismo sobre as possibilidades de uma reforma tributária não cosmética, mas substancial e progressiva, dentro da correlação de forças dada.
No entanto, correlações de força são por natureza mutáveis. O andar de baixo da pirâmide social, seus representantes e organizações, tiveram sua atenção despertada para o debate tributário, ontem pela longa novela da CPMF, hoje pela do pós-CPMF, e amanhã pelas do orçamento de 2008 e da prometida reforma. Quando se aperceberem da importância do que está em jogo, certamente irão opor à ladainha tributária patronal o seu clamor pela taxação das grandes fortunas, das rendas e heranças milionárias, para que o Brasil deixe de ser, antes tarde do que nunca, o país onde os pobres pagam mais impostos do que os ricos.

Comunista figura entre os 100 brasileiros mais influentes para 2008

A edição 1992 de 9 de janeiro de 2008 publica a já tradicional relação dos 100 brasileiros que podem ser os mais influentes no ano vindouro segundo a revista ISTO É, entre autoridades da política , cultura , esportes e moda surge o nome do Ministro dos Esportes Orlando Silva , militante do PCdoB e membro do seu Comitê Central.

foto:Roberto Castro/ag.ISTO É

A seguir confira o texto da edição sobre Orlando Silva:

"O ano de 2008 promete ser outro período agitado na vida do ministro dos Esportes, Orlando Silva. Depois de coordenar com sucesso os Jogos Pan-Americanos, realizados em 2007 no Rio de Janeiro, Silva agora deverá se empenhar em dois outros ambiciosos projetos. O primeiro é a campanha para que o Brasil consiga ganhar o posto de sede dos Jogos Olímpicos de 2016 – o candidato brasileiro é o Rio de Janeiro. A batalha será dura. Nada menos do que outras seis cidades estão no páreo: Baku, no Azerbaijão, Chicago, nos EUA, Doha, no Catar, Madri, na Espanha, Praga, na República Tcheca, e Tóquio, no Japão. O segundo projeto de Silva é continuar no comando das ações do governo federal na preparação do País para sediar a Copa do Mundo de Futebol em 2014."

Jaboatonenses organizam a UNEGRO


Ontem,7/1, na sede municipal do PCdoB de Jaboatão militantes reuniram-se para organizar a seção municipal da UNEGRO - União dos Negros pela Igualdade , entidade que completa 20 anos em 2008 e realizou seu 3° Congresso Nacional em meados do ano passado no Rio de Janeiro.


A reunião agendou para o mês de abril de 2008 o 1°Congresso Municipal da entidade , tirou coordenação provisória composta de 7 membros e marcou para dia 10 de janeiro a próxima reunião as 19 horas na sede do PCdoB.


A primeira coordenação municipal da UNEGRO é formada por Elio Alves , Janaína Lopes , Edilene(Nena) Silva , Valdeci Ferreira , Jailson(da Ladeira) Gomes , Antonio José e Edson Tenório.Entre os temas debatidos está o de garantir uma grande participação da UNEGRO/Jaboatão na 1°Conferência Municipal pela Igualdade Racial a ser realizada em março pela Prefeitura da Cidade e entidades da sociedade civil.

domingo, 6 de janeiro de 2008

HQ: internet se torna espaço democrático para produção de quadrinhos on-line



Reportagem do jornal Folha de São Paulo de hoje consulta diversos especialistas da área de quadrinhos para levantar os melhores webcomix(tiras e histórias em quadrinhos produzidas e publicadas na internet) de 2007.A iniciativa é reforçada pela constatação de que a melhor HQ de 2007 ,segundo a revista norte-americana Time foi um quadrinho on-line chamado Penny Arcade.

Entre os destques está a tira argentina Macanudo que pode ser acessada no www.fotolog.com/liniers_macanudo ; Malvados do carioca Dahmer( http://www.malvados.com.br/ ) e o já citado Penny Arcade (http://www.penny-arcade.com/) .

Os 5 motivos que apontam para um Brasil do futuro

Juan Bautista Alberdi, um constitucionalista e liberal argentino, notou em 1837 que "as nações, como os homens, não têm asas; elas precisam fazer suas jornadas a pé, passo a passo". A América Latina, há muito suscetível a miragens utópicas de revolucionários e caudilhos e ainda não imune a eles, tem lutado para absorver esta verdade. Mas, como observa Michael Reid em seu novo livro, Forgotten Continent (Continente Esquecido), democracias de massa duráveis despontaram por toda a região.

Por Roger Cohen, para o The New York Times
Nos últimos anos, essas democracias têm rolado os dados com uma extraordinária variedade de líderes, incluindo Michelle Bachelet no Chile; Luiz Inácio Lula da Silva, o metalúrgico que se tornou presidente do Brasil; e o militar Hugo Chávez da Venezuela.

Os resultados são desiguais. Chávez tem testado a paciência de todos com seus brados de revolução socialista alimentada pelo petróleo. Mas passo a prosaico passo, o continente tem se movido rumo às sociedades abertas e à economia global.

Este progresso ocorreu apesar das disparidades de renda, que tornam cidades como São Paulo labirintos de riquezas e ruína. A ascensão improvável de Lula refletia a esperança de que estas desigualdades sociais pudessem ser superadas, assim como os sucessos iniciais de Barack Obama e Mike Huckabee refletem uma sociedade faminta por mudanças e cansada de titãs de fundos 'hedge' driblando os impostos que as pessoas comuns pagam.

Enquanto realizam sua jornada a pé, as nações também sonham. As democracias são inventivas e avessas a concessões. Suas imperfeições são muitas, mas também são seus mecanismos de auto-renovação. Elas exigem esperança. A dinâmica, com o tempo, vence o aspecto dinástico.

A jornada brasileira sempre foi hesitante, gerando a idéia de que este era um país com grande futuro condenado à sua contemplação eterna. Os números anuais de homicídios de dezenas de milhares testemunham os duradouros problemas sociais. Tom Jobim, que compôs "Garota de Ipanema", notou que o Brasil não é para iniciantes.

Ainda assim, como Lula intuiu com seu pragmatismo astuto - quem mais é amigo tanto de Chávez quanto do presidente Bush? - a maré está fluindo na direção de seu país. O futuro do Brasil é agora. Há cinco motivos: terras, matérias-primas, energia, meio ambiente e a China.

A vastidão define o Brasil; o uso agrícola de seu território está longe do esgotamento. Já o maior exportador mundial de café, carne bovina, açúcar e suco de laranja, ele está aumentando rapidamente suas exportações de outros alimentos, incluindo frango (US$ 4,2 bilhões em 2007, em comparação a US$ 2,9 bilhões em 2006) e soja. Mais de 90 milhões de hectares - uma área ainda maior do que a atualmente cultivada - permanece inexplorada fora das florestas tropicais.

Outra exportação em crescimento é a de minério de ferro. A China, que já está investindo pesadamente no Brasil, deseja tudo o que puder conseguir, tanto quanto deseja alimento (assim como a Índia) e energia. O Brasil possui abundância do segundo e poderá ter ainda mais.

Ponha de lado por um momento os vastos recursos hidrelétricos do Brasil e sua recente descoberta de um imenso campo de petróleo em águas profundas além de sua costa sudeste.

O que contará em longo prazo é sua liderança mundial em combustíveis de origem vegetal, particularmente o etanol de cana-de-açúcar, que produz oito vezes mais energia por hectare do que o milho com o qual grande parte do etanol americano é feito. Combine isso às terras agrícolas quase ilimitadas e o importante deslocamento do futuro para o presente no Brasil entra em foco.

Como Reid escreve: "Se a China se transformou na fábrica do mundo e a Índia o seu departamento administrativo, o Brasil é sua fazenda - e potencialmente seu centro de serviços ambientais."

A liderança do Brasil em combustíveis não-fósseis e a biodiversidade sem paralelo de sua floresta Amazônica tornam o país em um líder natural na luta do século 21 contra o aquecimento global.

Nada do que foi dito acima seria significativo se o Brasil fosse instável. Mas como grande parte do continente, ele se tornou mais previsível. A China percebeu isso e está rapidamente desenvolvendo suas relações comerciais com o Brasil e outros países latino-americanos. Os Estados Unidos também têm buscado uma série de acordos de livre comércio, com resultados desiguais.

Mas no geral o continente foi deixado com um sentimento de negligência por parte dos Estados Unidos, aprofundado pela promessa pré-11 de Setembro de Bush de um novo foco que refletiria a presença de mais de 40 milhões de latinos nos Estados Unidos. O próximo presidente deve tornar tal foco no sul uma prioridade, com o Brasil como pivô para um maior engajamento.

A transformação da América Latina nas últimas décadas foi subestimada. Ela foi política e econômica, mas também cultural. Os profundos preconceitos contra as populações indígenas, mestiças e mulatas foram confrontados e, se não vencidos, ao menos minados. Em termos históricos, este tem sido um momento de maior poder para aqueles com pele escura.

As Américas estão mudando e, apesar da retórica antiianque de Chávez, se tornando, passo a passo, mais integradas.

Tradução: George El Khouri Andolfato

Fontes: The New York Times
www.vermelho.org.br